Tema da Semana: Fruto do Espírito
🌅 Dia 48: Domínio próprio que protege e direciona
📖 Base Bíblica: Ester 1-10
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🎵 Canção do Dia: Todo dia - Amanda Rodrigues
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.
_ Gálatas 5.22
Como você reage diante de situações de pressão e risco?
Suas decisões nascem do impulso ou da direção de Deus?
O que tem governado suas ações nos momentos decisivos?
Contexto bíblico
No terceiro ano de seu reinado, o rei Xérxes deu um banquete para todos os seus oficiais e servidores, durante o qual exibiu a sua riqueza e todo o esplendor de sua corte.
Nesta ocasião, ele mandou chamar a rainha para exibir aos convidados a sua beleza, no entanto, ela se negou a atender o chamado, o desonrando diante de todos os convidados.
Furioso e orientado por seus conselheiros, Xérxes assinou um decreto proibindo a rainha de estar novamente em sua presença, em virtude do desacato que ela havia cometido à sua autoridade de rei e de marido. Então, mandaram buscar as virgens mais belas de todo o reino para que entre elas o rei escolhesse aquela que mais o agradasse para ser sua nova rainha.
Sabendo do acontecimento, o judeu Mordecai levou a Hegai, o chefe do harém do rei, a sua prima Ester, uma órfã que ele havia criado como filha.
Ester rapidamente conquistou a simpatia de Hegai, recebendo os melhores tratamentos de beleza e outros privilégios.
Quando ela foi finalmente apresentada ao rei, ele a admirou e gostou mais dela do que de qualquer outra moça do reino, então a escolheu para ser rainha no lugar de Vasti, a honrou com um banquete na presença de todos os seus oficiais e servidores e ainda decretou feriado, oferecendo presentes a todos.
Ele gostou dela mais do que de qualquer outra moça, e ela conquistou a simpatia e a admiração dele como nenhuma outra moça havia feito. Ele colocou a coroa na cabeça dela e a fez rainha no lugar de Vasti.
Depois ele deu um grande banquete em honra de Ester e convidou todos os oficiais e servidores. Ele decretou que aquele dia fosse feriado no reino inteiro e distribuiu presentes que só um rei poderia oferecer. _ Ester 2.17-18
Ester já era rainha quando o povo judeu foi exposto às artimanhas de um homem chamado Hamã, que planejava exterminá-los. Então, seu primo foi até ela e clamou por sua intervenção junto ao rei em favor do povo.
Porém, mesmo sendo rainha, era proibido comparecer à presença do rei sem ser chamada, de modo que isso poderia causar a sua morte. Mas, diante dos fatos, Ester convocou três dias de jejum e oração junto a todo o povo judeu e, passado este período, apresentou-se corajosamente diante do seu rei.
O rei a recebeu com misericórdia e não apenas estendeu seu cetro de ouro para que ela tocasse nele, poupando assim a sua vida, como se dispôs a atender qualquer pedido que ela fizesse, oferecendo a ela até metade de seu reino.
Sabiamente, Ester nada pediu ao seu rei, mas o convidou para um banquete por dois dias seguintes, sendo que no segundo dia do banquete convidou também Hamã e, estando o rei satisfeito com o banquete e conectado à sua rainha, ela então expôs a ameaça que havia sido forjada contra o seu povo.
O rei ouviu a súplica de Ester e mandou enforcar Hamã na forca que ele havia feito para matar o primo de Ester, mandou também enforcar os seus filhos e colocou o primo de Ester como líder no lugar dele, dando a ele o sinete do rei.
Reflexão
Diante dos ocorridos, fica claro que Ester estava exposta a uma situação de crise, que colocava a ela e ao seu povo em grande perigo e, ainda assim, ela não agiu de forma impulsiva, mas primeiro buscou a presença de Deus em jejum e oração e só então começou a agir, com sabedoria e de forma estratégica.
Ao longo de todo o registro da história de Ester, vemos que, diferente de Vasti, além de temer a Deus, ela era uma mulher mansa, disposta a ouvir conselhos daqueles que eram superiores a ela, e agia com honra em relação ao seu primo que a havia criado e também em relação ao seu esposo e rei, sempre se dirigindo a ele com palavras honrosas.
Ela era fiel a Deus, ao seu povo e às suas origens, agia com bondade e benignidade em relação a eles, era longânime e sabia agir no momento certo de forma pacífica. Sem dúvida, Ester foi uma mulher que revelou domínio próprio, capaz de agir de maneira adequada e no momento certo, encontrando favor diante do rei para livrar o seu povo do extermínio.
Aprendemos com a história de Ester que pessoas com domínio próprio tendem a ser usadas como canais de Deus para afetar o rumo da história, porque não se deixam levar por sentimentos e emoções, mas agem com prudência e com base na direção divina.
No livro de Provérbios, o sábio rei Salomão declara que uma pessoa que não tem domínio próprio é como uma cidade que não tem muros (Provérbios 25.28). Nesse contexto, os muros representavam proteção contra invasões e ataques, portanto, a falta de autocontrole nos expõe a riscos e nos deixa vulneráveis.
Podemos entender o domínio próprio como a capacidade de acessar todas as características do fruto do Espírito e empregá-las da forma e no momento certo. Em contrapartida, refutar os frutos da carne, não se deixando conduzir por eles, também é uma expressão de domínio próprio.
Essa capacidade de autogestão de pensamentos, sentimentos e emoções não provém da natureza humana, mas da ação de Deus em nós. É fruto do Espírito, é a vida de Deus sendo manifestada em nosso interior.
Portanto, a exemplo de Ester, se queremos agir com domínio próprio, precisamos buscar isso na presença de Deus. É no jejum, na oração e na comunhão com Ele que ganhamos maturidade, equilíbrio e direção.
Hoje, escolha não agir por impulso. Busque a presença de Deus antes de tomar decisões e permita que o Espírito Santo conduza suas ações com sabedoria, equilíbrio e domínio próprio.
Que Deus abençoe o seu dia. Até amanhã!
