Tema da Semana: A fraqueza humana
🌅 Dia 28 – Oferece-o ali em holocausto!
📖 Leitura Bíblica: Gênesis 22
🎧 Áudio: Ouça no Spotify
🎵 Canção do Dia: Ofereço minha vida a Ti - Ádalos

Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. _ Mateus 10:37


O que hoje ocupa o lugar central no seu coração?
Existe algo que você não conseguiria entregar a Deus?
É sobre isso que vamos refletir hoje.

Contexto bíblico

Abraão recebeu de Deus a promessa de que teria um filho, mesmo sendo Sara estéril e ambos já avançados em idade. O cumprimento veio com o nascimento de Isaque, mas, em um momento de grande prova de fé, Deus pediu a Abraão que oferecesse seu filho em holocausto. Em obediência, ele subiu ao monte com Isaque e preparou-se para sacrificá-lo, até que o Anjo do Senhor o interrompeu, revelando que sua fé e temor a Deus haviam sido aprovados.

Reflexão

Sempre que reflito sobre a história de Abraão, sou tomada por muita empatia. Fico imaginando o quanto custou a Sara ser zombada por ser estéril e quantos anos de sua vida ela viveu desejando ser mãe, desejando ter um filho em seus braços. Certamente, embora com tristeza, ela já havia se conformado de que este era um sonho frustrado em sua vida. No entanto, ela recebeu uma promessa e, na sua velhice, o sonho nasceu.
Imagino também Abraão brincando com seu filho, seu sonho realizado, com o coração tomado de amor, aguardando por netos e por toda a geração que viria a partir de seu único filho, o filho da sua velhice. Quando, nesse contexto, Deus pede a ele que entregue o seu sonho, que abra mão de seu filho e o ofereça em holocausto, ou seja, que tire a vida de seu filho como oferenda a Deus, fico imaginando o seu coração dilacerado por receber de Deus um pedido de entrega do filho pelo qual ele esperou a vida inteira.
Nós sabemos que esta história tem um final diferente, pois Deus queria apenas provar o coração de Abraão e não o deixou tirar a vida de seu filho, visto que Ele não se agrada de sacrifícios de sangue, mas de obediência à Sua Palavra e vontade. No entanto, até então, Abraão não sabia disso e, certamente, viveu toda a dor da perda que estava por vir.
Muitas vezes me perguntei por que Deus esperou tanto para operar o milagre e realizar o sonho de Sara e de Abraão. Por que um filho na velhice, quando poderiam ter desfrutado com vigor e energia na juventude? Por que um sonho tão tardio, marcado pelos anos de espera?
Então entendi algo muito importante sobre os sonhos que visitam o coração humano: eles podem se tornar idolatria e nos conduzir a uma vida autocentrada e egoísta.
Portanto, não creio que seja desejo de Deus nos privar das coisas que nos tornam felizes. No entanto, reconheço que existem sonhos que procedem da nossa alma e que podem se tornar caminhos de engano, roubando o lugar central e a adoração que pertencem somente a Deus. Isso nos leva à compreensão de que seremos provadas em relação aos nossos sonhos.
Era desejo de Deus dar um filho a Abraão. Ainda assim, o desejo de ter um filho não poderia ser a motivação central de sua vida. Era necessário que Abraão estivesse satisfeito em Deus, mesmo que o filho não viesse ou fosse perdido. Afinal, a nossa vida não é sobre o que conquistamos ou desfrutamos nesta Terra, mas sobre o quanto estamos nos preparando e o que estamos construindo para a eternidade.
O profeta Habacuque declarou que, ainda que a terra não produzisse frutos ou gados, ainda assim ele daria graças e renderia louvores a Deus. Sua alegria e satisfação não estavam relacionadas às circunstâncias, mas à presença de Deus em sua vida e à esperança da eternidade.
Os nossos sonhos podem se tornar obsessão, podem nos roubar o coração e dirigir nossas vidas de tal forma que nos ceguem. Isso acontece porque tudo o que assume o lugar central em nossa vida se torna um ídolo e nos coloca em risco de queda.
Diante desse entendimento, a pergunta que devemos nos fazer é: qual sonho tem guiado o nosso coração? E, ao identificar esse sonho, devemos refletir sobre o que nos motiva a persegui-lo.

Os sonhos podem ser direcionados pela tentativa de compensar faltas ou podem ser guiados pelo desejo de viver bem-aventuranças. A diferença entre essas motivações determina se o sonho é saudável ou se ele rouba o nosso coração e nos conduz à idolatria.

Quem é guiada pela dor persegue sonhos de forma obcecada e doentia. Mas quem se permite ser curada por Deus e busca desenvolvimento pessoal passa a perseguir sonhos que são maiores que seus próprios desejos e necessidades, pois vive por propósito.

Abraão foi chamado por Deus para viver um propósito maior que o seu sonho de ser pai. Deus o chamou para gerar uma nação aliançada com Ele, a fim de cumprir os Seus planos para a humanidade.

A história de Abraão nos leva a refletir que Deus precisava provar o que estava no centro do seu coração. Seria ele capaz de abrir mão do sonho pelo qual esperou toda a sua vida por amor a Deus?

Aprendemos com Abraão que Deus realiza sonhos e, muitas vezes, faz isso por meio de milagres. No entanto, Ele também nos orienta a guardar o nosso coração para que nenhum objetivo ou necessidade humana se torne prioridade em nossas vidas. Afinal, somente Deus é digno e capaz de ocupar o lugar central; só Ele é perfeito o bastante para ser o nosso tudo.

Que os nossos sonhos estejam alinhados aos propósitos de Deus para as nossas vidas e que não sejam motivo de roubo ou adoecimento, mas de bem-aventurança.


Hoje, reflita sobre o que tem ocupado o centro do seu coração e permita que Deus alinhe seus sonhos ao propósito eterno que Ele tem para a sua vida.


Que Deus abençoe o seu dia. Até amanhã!

por Carla Rabetti
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