Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos; _ Deuteronômio 7.9 ARA
Base Bíblica: Êxodo 1 a 14 - Nascimento e destino de Moisés
Depois da morte de José, o judeu que se tornou imperador do Egito, um novo Faraó foi estabelecido e, este, não conhecia a história de José e de seu povo.
Tendo o povo judeu se multiplicado e se espalhado pela terra do Egito, Faraó passou a enxergá-los como uma ameaça e, a castigá-los com trabalhos pesados na fabricação de tijolos, nas construções e plantações. Também orientaram as parteiras, que matassem as crianças do sexo masculino, que viessem a nascer, no entanto, elas não foram capazes de obedecer a tal ordem.
Então, uma nova ordem foi dada por Faraó, de que todas as crianças do sexo masculino, fossem jogadas no rio Nilo ao nascerem e, somente as mulheres fossem mantidas vivas, a fim de que o povo, pudesse ser facilmente dominado.
Neste cenário de crueldade, nasceu Moisés, mas, sua mãe conseguiu escondê-lo por três meses dos soldados, até que, não sendo mais possível, garantir a sua sobrevivência, o colocou em uma cesta de junco, tapou os buracos com betume e piche e, então, deixou a cesta entre os juncos, na beira do rio.
A criança foi achada pela filha de Faraó que se banhava no rio e, delegou a criação da criança a uma judia, justamente a mãe da criança, que o amamentou até que pudesse comer alimento sólido e fosse então morar no palácio, onde seria adotado como filho e, criado com privilégios, em relação aos demais judeus.
Quando chegou a idade adulta, Moisés visitou o seu povo e, ao vê-lo em sofrimento, sendo submetidos a trabalhos pesados e violência, os defendeu e, assim, foi obrigado a deixar o Egito como fugitivo. Porém, Deus o levantou como líder e salvador dos judeus, o fazendo regressar com autoridade para realizar sinais e maravilhas e, deste modo, resgatar o povo da escravidão, para a liberdade, em uma nova terra, onde havia prosperidade.
A história de Moisés, nos apresenta um filho que nasceu, em meio a um contexto de opressão e sobreviveu a um extermínio em massa, que tinha por objetivo, enfraquecer o povo judeu. No entanto, Deus fez dele um grande líder, que marcou a história e libertou o seu povo.
Existia um potencial de Deus, depositado na vida de Moisés, assim como foi escrito pelo salmista, Deus o viu no ventre de sua mãe e, planejou os seus dias, antes que ele viesse a existir (Salmos 139.13-16).
Esta realidade, nos leva a compreensão de que filhos são projetos de Deus para o mundo, nascem para um propósito do criador e, os pais, ao receberem seus filhos, recebem também a missão de contribuir com o plano de Deus, por meio do governo, da proteção e da nutrição física, emocional e intelectual. Assim como aconteceu a Moisés, que foi protegido por sua mãe ao ser escondido dos soldados e, depois levado a filha de Faraó e, que foi nutrido, ao ser por ela amamentado e cuidado até que crescesse e, então, tendo um encontro com Deus, fosse conduzido a sua missão.
Ao descrever sua característica provedora, Deus se compara a uma mãe que amamenta e, que tendo seus seios cheios de leite, não pode se esquecer de seu filho, de suas necessidades e, logo, é induzida a nutri-lo com tudo quanto precisa (Isaías 49.15), enfatizando a função materna de nutrição.
O sábio rei Salomão, por sua vez, advertiu que os filhos cometerão erros ao longo do seu desenvolvimento, no entanto, cabe aos pais os advertir e disciplinar, a fim de que se afastem do mal e estejam livres dos perigos (Provérbios 22.15 / 23.13-14 / 29.15), pois, deste modo, estarão protegidos, ao serem guiados e orientados em sabedoria.
Ele também orienta, que a criança deve ser ensinada pelos pais, acerca do caminho pelo qual deve andar e, tendo aprendido desde cedo, permanecerá neste caminho ao longo de sua vida (Provérbios 22.6). É portanto, responsabilidade dos pais, conduzir os filhos a comunhão com Deus, ensinando a eles as escrituras sagradas, a prática da adoração, do jejum, da oração e, a vida em sua comunidade religiosa.
No entanto, em sua carta aos Efésios, o apóstolo Paulo, recomenda aos pais que não irritem a seus filhos, provocando neles a ira, para que não percam a sua força e não desanimem ao longo da jornada da vida (Efésios 6.4). Revelando o poder dos pais de influenciar o humor e a motivação dos filhos e, seu dever de tratá-los com amabilidade, de modo que ao ensinar e ao corrigir, o façam com amor.
As escrituras sagradas, se referem aos filhos, como herança do Senhor, como uma recompensa, como flechas nas mãos do guerreiro, como fonte de felicidade (Salmos 127.3-5) e, apresentam a promessa de Deus de abençoar os filhos daqueles que o amam.
Deus formou o homem com suas mãos e soprou nele o seu Espírito, então, tomou a mulher de dentro do homem e, a trouxe a vida, dando a ela o dom de gerar dentro de si seus filhos e, trazê-los a vida. Deste modo, Deus governa, protege e supre ao homem. O homem governa, protege e supre a mulher e, a mulher por sua vez, governa, protege e supre seus filhos, mantendo o ciclo divino da vida geração após geração.
Tudo o que é colocado sob o nosso governo, se torna a nossa responsabilidade, logo a paternidade e a maternidade, é uma missão que recebemos de Deus para governar, proteger e nutrir as próximas gerações, que darão continuidade a tudo o que construímos e conquistamos, mas, que principalmente serão um canal da manifestação da vontade de Deus na Terra.
Portanto, nosso papel como pais é contribuir com os planos de Deus para a vida de nossos filhos, treinando, preparando e os forjando como flechas, para que voem e, alcancem o seu destino, honrando a fonte de toda a vida, nosso Criador.
Portanto, nosso papel como pais é contribuir com os planos de Deus para a vida de nossos filhos, treinando, preparando e os forjando como flechas, para que voem e, alcancem o seu destino, honrando a fonte de toda a vida, nosso Criador.
Aos filhos, por sua vez, cabe se submeterem a este amor manifesto em liderança, proteção e nutrição, de modo que devem obedecer as instruções de seus pais (Provérbios 4.1), até que se tornem adultos e, deixando seus pais, construam sua própria família. Pois este é o plano de Deus e, isto, agrada ao Senhor (Efésios 6.4).
Perguntas para reflexão
- Você tem cumprido a missão dada por Deus na formação de seus filhos? Como você pode garantir que eles cresçam se sentindo protegidos, que tenham a provisão necessária para se desenvolverem com saúde física, emocional e espiritual? Como pode instruí-los no caminho de Deus?
Versículo para memorizar
Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a, dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. _ Gênesis 1.27-28b ARA
Declaração de fé
A minha família foi abençoada por Deus para multiplicar, encher a terra e a sujeitar, dominando sobre todos os animais e, se alimentando de todo suprimento que a Terra produz!
Canção do dia
Meus filhos são teus - Rachel Novaes
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Permaneça em Deus!
Em amor,
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Em amor,
