Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. _ 1 Coríntios 13.13 ACF
Base Bíblica: Atos 7 - Estevão vê a glória de Deus
O apóstolo Estêvão, era um dos apóstolos de Cristo, que cheio de graça e poder, operava milagres e maravilhas entre o povo, proclamando a mensagem da salvação.
No entanto, haviam alguns membros da sinagoga, que discutiam com ele, por descordarem de sua mensagem, porém, não o podiam vencê-lo em argumentação, pois o Espírito de Deus o dava sabedoria para discursar. Contrariados, subornaram homens para testemunharem contra ele, afirmando que ele blasfemava contra Moisés e contra Deus, então, ele foi levado a julgamento.
Em seu discurso de defesa, Estevão validou a mensagem da lei de Moisés e acusou os membros do conselho de teimosos, duros de coração, surdos para ouvir a mensagem de Deus e, assassinos de profetas. Ao ouvirem tal acusação, eles ficaram irados, avançaram contra ele, o levaram para fora da cidade e, o apedrejaram até a morte.
Enquanto era condenado e assassinado, Estevão permaneceu cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para o céu e viu a glória de Deus e, Jesus em pé ao lado dele. Ao ser apedrejado, ele orou a Deus, entregando o seu espírito.
Por fim, ajoelhou e gritou, orando a Deus por misericórdia, para que não condenasse aqueles homens, pelo pecado que estavam cometendo e, então morreu.
Estêvão foi o primeiro mártir do cristianismo, acusado e julgado com injustiça, foi exposto a uma morte cruel, porém, mesmo diante daquela situação extrema, ele se manteve conectado a nova natureza que o habitava, por meio da obra da cruz e do Espírito Santo de Deus. Após a sua condenação, ele viu a glória de Deus e durante a sua morte, ele entregou o seu espírito e, orou por seus malfeitores, exatamente, como o seu mestre - Jesus, havia feito (Lucas 23.34,46).
Observar a biografia deste apóstolo, nos leva a refletir, sobre o que torna um homem comum, capaz de ser um imitador fiel de Cristo e, de manter-se conectado ao seu Espírito na hora de sua dor e, de sua morte. A declaração do apóstolo Paulo, em sua carta aos Coríntios, parece nos explicar a origem desta fonte de poder, que ele resume como fé, esperança e amor, sendo o maior destes o amor (1 Coríntios 13.13).
Ao descrever o apóstolo Estevão, o apóstolo Lucas afirma, que ele era, justamente um homem cheio de fé e do Espírito Santo (Atos 6.5) e, sendo o amor, um fruto do Espírito, podemos compreender, que Estevão era de fato, um homem de natureza amorosa. Logo, na etapa final de sua jornada na Terra, tornou-se evidente, aquilo que de fato, permaneceu na vida de Estevão, sua fé em Cristo, sua esperança de vida eterna e a natureza amorosa, que evidenciavam a manifestação do Espírito de Deus em sua vida.
Portanto, podemos compreender, que ao afirmar que a fé, a esperança e o amor, são o que de fato permanecem eternamente, Paulo estava se referindo aquilo que efetivamente nos conduz a eternidade.
Isto porque, a fé no filho de Deus e, na obra redentora da cruz, é o recurso de justificação, que reconcilia os homens com Deus (Gálatas 3.26) e, uma vez, tendo sido reconciliados com Deus, os homens recebem uma nova esperança, não mais de finitude, mas, de vida eterna, de retorno ao reino do céu, onde terão novamente acesso a árvore da vida (Tito 3.7).
Por fim, Paulo destaca o amor, como o recurso mais importante da jornada cristã e aquilo que habitará a eternidade, uma vez que, o amor é a própria natureza divina, manifesta nos homens (1 João 4.8) e, aquele que é habitado por amor, age em amor e, assim, cumpre toda a lei de Deus (Gálatas 5.14), ao produzir frutos coerentes com o Espírito que os habita (Mateus 7.16), sendo este, o sinal de que pertencem ao reino de Deus.
Portanto, aprendemos com os apóstolos de Cristo, que se existe algo que devemos perseguir efetivamente em nossa jornada de vida, é uma fé consistente na mensagem da cruz, a esperança da vida eterna e o novo nascimento, que manifesta em nós a natureza amorosa de Deus. Isto porque, a esperança da eternidade, nos leva a compreensão de que somos finitos, de que todas as coisas nesta vida terão fim e, deste modo, somos conduzidos a alinharmos o nosso propósito de vida e buscarmos consistentemente, aquilo que realmente importa.
A mensagem de Jesus, no sermão do monte, evidencia este ensino, ao orientar que devemos buscar acumular tesouros no céu, pois onde estiver o nosso tesouro, lá também estará o nosso coração (Mateus 6.19-21). O apóstolo Paulo, por sua vez, afirma que os dons, o conhecimento e todo o mais passará e somente a fé, a esperança e o amor, irão permanecer (1 Coríntios 13.8).
... amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; _ 1 Coríntios 13.8
Que sejamos capazes de adquirir conhecimento, de manifestar dons e viver uma vida abundante, como Deus planejou. Ainda assim, que o maior anseio de nossas vidas, seja manter a fé, a esperança e o amor, a fim de que ao final de nossa jornada, assim como Estevão, possámos ver a glória de Deus e, tenhamos a convicção de que o nosso espírito voltará para ele e, com ele habitaremos por toda a eternidade. Amém!
Perguntas para reflexão
- Será que você tem perseguido coisas finitas? Como você pode direcionar os seus olhos e esforços para acumular tesouros no céu, preservando a fé, a esperança e o amor?
Versículo para memorizar
Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. _ Mateus 6.19-21
Declaração de fé
Eu sou discípulo de Cristo, meu destino é a eternidade. Por este motivo, eu permaneço em fé, esperança e amor!
Canção do dia
Regue fé, esperança e amor - IBAB CelebraçãoClique aqui para ouvir a canção do dia no Spotify!
Permaneça em Deus!
Em amor,
