Tema da Semana: Natureza Amorosa
🌅 Manhã 74 – Permanecem a fé, a esperança e o amor
📖 Base Bíblica: Atos 7
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🎵 Canção do Dia: Regue Fé, Esperança e Amor – IBAB Celebração

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. _ 1 Coríntios 13.13 ACF


O que tem permanecido em sua vida?
Os seus esforços estão direcionados para aquilo que é eterno ou apenas para aquilo que é passageiro?
A fé, a esperança e o amor têm sido a base da sua caminhada com Deus?

Contexto bíblico

O apóstolo Estêvão era um dos apóstolos de Cristo que, cheio de graça e poder, operava milagres e maravilhas entre o povo, proclamando a mensagem da salvação.

No entanto, alguns membros da sinagoga discutiam com ele por discordarem de sua mensagem. Porém, não conseguiam vencê-lo em argumentação, pois o Espírito de Deus lhe concedia sabedoria para discursar. Contrariados, subornaram homens para testemunharem contra ele, afirmando que blasfemava contra Moisés e contra Deus. Então, ele foi levado a julgamento.

Em seu discurso de defesa, Estêvão validou a mensagem da Lei de Moisés e acusou os membros do conselho de serem teimosos, duros de coração, surdos para ouvir a mensagem de Deus e assassinos de profetas. Ao ouvirem tal acusação, ficaram irados, avançaram contra ele, levaram-no para fora da cidade e o apedrejaram até a morte.

Enquanto era condenado e assassinado, Estêvão permaneceu cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para o céu e viu a glória de Deus e Jesus em pé ao lado dele. Ao ser apedrejado, orou a Deus, entregando o seu espírito.

Por fim, ajoelhou-se e clamou a Deus por misericórdia, para que não condenasse aqueles homens pelo pecado que estavam cometendo e, então, morreu.

Reflexão

Estêvão foi o primeiro mártir do cristianismo. Acusado e julgado injustamente, foi exposto a uma morte cruel. Porém, mesmo diante daquela situação extrema, manteve-se conectado à nova natureza que o habitava por meio da obra da cruz e do Espírito Santo de Deus.

Após a sua condenação, viu a glória de Deus e, durante a sua morte, entregou o seu espírito e orou por seus malfeitores, exatamente como o seu Mestre — Jesus — havia feito (Lucas 23.34,46).

Observar a biografia deste apóstolo nos leva a refletir sobre o que torna um homem comum capaz de ser um imitador fiel de Cristo e de manter-se conectado ao seu Espírito na hora da dor e da morte. A declaração do apóstolo Paulo, em sua carta aos Coríntios, parece explicar a origem dessa fonte de poder, que ele resume como fé, esperança e amor, sendo o maior destes o amor (1 Coríntios 13.13).

Ao descrever o apóstolo Estêvão, Lucas afirma que ele era justamente um homem cheio de fé e do Espírito Santo (Atos 6.5). Sendo o amor um fruto do Espírito, podemos compreender que Estêvão era, de fato, um homem de natureza amorosa. Logo, na etapa final de sua jornada na Terra, tornou-se evidente aquilo que realmente permaneceu em sua vida: sua fé em Cristo, sua esperança da vida eterna e a natureza amorosa que evidenciavam a manifestação do Espírito de Deus em sua vida.

Portanto, podemos compreender que, ao afirmar que a fé, a esperança e o amor são aquilo que permanece eternamente, Paulo estava se referindo àquilo que efetivamente nos conduz à eternidade.

Isso porque a fé no Filho de Deus e na obra redentora da cruz é o recurso de justificação que reconcilia os homens com Deus (Gálatas 3.26). Uma vez reconciliados com Deus, os homens recebem uma nova esperança, não mais de finitude, mas de vida eterna, de retorno ao Reino dos Céus, onde terão novamente acesso à árvore da vida (Tito 3.7).

Por fim, Paulo destaca o amor como o recurso mais importante da jornada cristã e aquilo que habitará a eternidade, uma vez que o amor é a própria natureza divina manifesta nos homens (1 João 4.8). Aquele que é habitado pelo amor age em amor e, assim, cumpre toda a Lei de Deus (Gálatas 5.14), produzindo frutos coerentes com o Espírito que o habita (Mateus 7.16), sendo esse o sinal de que pertence ao Reino de Deus.

Portanto, aprendemos com os apóstolos de Cristo que, se existe algo que devemos perseguir efetivamente em nossa jornada de vida, é uma fé consistente na mensagem da cruz, a esperança da vida eterna e o novo nascimento, que manifesta em nós a natureza amorosa de Deus. Isso porque a esperança da eternidade nos leva à compreensão de que somos finitos, de que todas as coisas desta vida terão fim e, desse modo, somos conduzidos a alinhar o nosso propósito de vida e buscar consistentemente aquilo que realmente importa.

A mensagem de Jesus, no Sermão do Monte, evidencia esse ensino ao orientar que devemos acumular tesouros no céu, pois onde estiver o nosso tesouro, ali também estará o nosso coração (Mateus 6.19-21). O apóstolo Paulo, por sua vez, afirma que os dons, o conhecimento e tudo o mais passarão, e somente a fé, a esperança e o amor permanecerão (1 Coríntios 13.8).

... o amor nunca falha; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. 1 Coríntios 13.8 ACF

Que sejamos capazes de adquirir conhecimento, manifestar dons e viver uma vida abundante, como Deus planejou. Ainda assim, que o maior anseio de nossas vidas seja preservar a fé, a esperança e o amor, a fim de que, ao final de nossa jornada, assim como Estêvão, possamos contemplar a glória de Deus e ter a convicção de que o nosso espírito voltará para Ele e com Ele habitará por toda a eternidade.

Que Deus abençoe o seu dia. Até amanhã!

por Carla Rabetti
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