Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos; _ Deuteronômio 7.9 ARA

Base Bíblica: João 8 - Uma mulher é pega em adultério


Após ter deixado o Monte das Oliveiras, Jesus retornou ao pátio do tempo e, ensinava o povo que estava reunido em volta dele, quando alguns fariseus e mestres da lei, levaram até ele uma mulher que havia sido pega em adultério.
Segundo a lei de Moisés, os adúlteros deveriam ser mortos por apedrejamento (Levíticos 20.10), a fim de extirpar aquele mal comportamento do meio do povo. Então, diante do ocorrido, questionaram Jesus sobre como ele julgava que deveriam proceder, na expectativa de deixá-lo em uma situação complicada.
Se Jesus mandasse apedrejar a mulher, a ausência de compaixão de tal ato, mancharia a sua reputação, mas, se ele dissesse para perdoar a mulher, estaria invalidando a lei de Moisés, então, conhecendo a verdade sobre os homens, Jesus sabiamente orientou que aquele que não tivesse pecado atirasse a primeira pedra e, todos se retiraram de sua presença.
Estando Jesus, frente a frente com a mulher, declarou que não a condenava e, a orientou que não pecasse mais.
Embora a sociedade moderna tenha se tornado bastante permissiva, em relação a infidelidade e a quebra do juramento matrimonial, os povos antigos compreendiam a quebra de uma aliança, como algo grave e extremamente desonroso. 
Ao abençoar o homem e a mulher para que adquirissem matrimonio, Deus declarou que deixando pai e mãe, o homem se uniria a sua mulher e, então, se tornariam uma só carne, de modo que, já não seriam mais dois, mas, apenas um (Genesis 2.24 / Marcos 10.7), estabelecendo assim uma família, unida por Deus.
Ao escrever sobre a união matrimonial, o apóstolo Marcos declara que o que foi unido por Deus, não deve ser separado pelo homem, revelando assim, que mais do que uma união física e espacial, no matrimônio ocorre, também, uma conexão espiritual promovida pelo próprio Deus. 
O rei Salomão também citou que é melhor ser dois, do que um, pois, se um cair, o outro o ajuda a levantar, ambos poderão se aquecer durante o frio da noite, ao somar forças poderão defender-se dos inimigos, terão melhor colheita em seu trabalho conjunto e, também, comparou o casal a um cordão de três dobras, que não se rompe facilmente, fazendo menção a união entre homem, mulher e Deus. (Eclesiastes 4.9-12)
De acordo com as escrituras sagradas, Deus é a "terceira dobra do cordão", ou seja, nele o matrimonio é constituído e sustentado, de modo que, o matrimonio é não apenas um voto de união e fidelidade, como um elo firmado por ato físico e espiritual. Logo, toda quebra de aliança matrimonial é também um ato de infidelidade e desonra a Deus, que uniu o casal.
O plano original de Deus é de que, tendo deixado pai e mãe, ao unir-se pelo matrimônio, pela benção de Deus e pelo ato sexual, homem e mulher não sejam separados por nada, além da morte, pois, serão um só diante de Deus.
No entanto, em virtude da dureza do coração dos homens, muitas relações se tornaram insustentáveis e, por este motivo, a lei dada por Deus, por intermédio de Moisés, autoriza que o homem ofereça a carta de divórcio a sua mulher (Deuteronômio 24.1-4).
Jesus, porém, declarou não ser este o plano original de Deus e, afirmou, que a menos que a motivação do divórcio seja a imoralidade sexual, ou seja, a quebra de aliança por meio do ato sexual fora do casamento, aquele que se divorcia de seu cônjuge, se torna adultero e, o induz ao adultério, o que segundo os dez mandamentos, é pecado (Êxodo 20.14).
Em sua carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo orienta que a mulher não se separe de seu marido, no entanto, se vier a se separar que não se case novamente, ou então, que se reconcilie com ele (1 Coríntios 7.10-11), revelando novamente, a seriedade e a importância do matrimônio diante de Deus, assim como, a possibilidade de perdão e reconciliação entre o casal, mesmo diante do adultério, caso haja arrependimento e mudança de comportamento por parte do adultero.
Como vimos anteriormente, ao receber diante de si uma mulher acusada de adultério, Jesus não a condenou, mas, a orientou a não pecar mais. O exemplo de Jesus nos ensina sobre perdão e recomeços.
A violência doméstica, infelizmente, também tem sido um fator expressivo na motivação do divórcio e, se levarmos em conta a função dada por Deus ao homem de amar a sua esposa, provendo e protegendo, ao promover abuso físico, sexual ou emocional, o marido está desonrando a missão dada a ele por Deus, assim como agindo de modo a configurar uma quebra dos votos matrimoniais. Em sua carta aos Colossenses, o apóstolo Paulo orientou aos maridos que não tratassem suas esposas com amargura (Colossenses 3.19).

De modo geral, é importante que busquemos conhecimento, em relação as orientações de Deus sobre a escolha do cônjuge, a união matrimonial e, as funções domésticas de cada um, a fim de que nossas famílias sejam constituídas de forma consciente e assertiva, para que não se faça necessária a experiência do divórcio. 

Perguntas para reflexão

  • Quais ajustes você identifica que devem ser realizados em seu comportamento e em sua relação conjugal, a fim de "blindar" o seu casamento da infidelidade e de outros comportamentos que configuram quebra de aliança dos votos matrimoniais?

Versículo para memorizar

Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. _ Mateus 19.8 NTLH


Declaração de fé

O meu casamento é uma aliança física e espiritual entre homem, mulher e Deus!


Canção do dia

Ainda te amo - William Nascimento
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Permaneça em Deus!

Em amor,

por Carla Rabetti
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