Base Bíblica: Lucas 1.26-38 - Um anjo anuncia que Maria dará luz ao filho de Deus
Em certa ocasião, apareceu a ela um anjo do Senhor e, a chamando de mulher abençoada, anunciou que ela conceberia pelo poder do Espírito Santo e, então, o ente santo que nasceria dela, seria o Filho de Deus, cujo nome é Jesus.
Ao receber a palavra do anjo, Maria declarou que fosse feita a vontade de Deus em sua vida e, assim, o Filho de Deus veio ao mundo, encarnado, para cumprir a sua missão de reconciliar a humanidade com Deus.
Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.
Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.
Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela. _ Lucas 1.30-33;38 ARA
O ventre de uma mulher, trouxe o filho de Deus ao mundo e, nisto se cumpriu a profecia de que a mulher, seria inimiga de Satanás e, por meio dela, ele seria ferido (Gênesis 3.15), pois, em seu ventre, nasceria o salvador da humanidade, aquele que libertaria os homens da escravidão do pecado (Isaias 7.14).
Após a semana da criação, ao receber a mulher como companheira, Adão deu a ela o nome de Eva, por ser ela a mãe de toda a humanidade (Gênesis 3.20)
Adão deu à sua mulher o nome de Eva, pois ela seria mãe de toda a humanidade. _ Gênesis 3.20
E nisto, se revela a natureza feminina, a mulher como mãe, não apenas no sentido de procriação, mas, em toda a simbologia, que o potencial materno carrega. De modo, que a mulher recebe, abriga, nutre, oferece colo, aconchego e, em tudo isto, produz vida.
A narrativa da criação da mulher, também nos apresenta simbologias, sobre o seu papel na estrutura familiar, de modo que tendo sido Adão forjado a partir do barro, a mulher, foi criada por Deus, a partir de uma das costelas de Adão, justamente por isto, ao conhecê-la, Adão disse que ela era osso do seu osso e carne de sua carne (Gênesis 2.23).
As costelas, são uma parte incrivelmente importante do corpo humano, pois elas oferecem proteção aos órgãos internos, como pulmões, coração, boa parte do fígado e baço. Além disso, os ossos da costela ajudam a dar forma à nossa caixa torácica e, portanto, estão envolvidos na respiração.
Também estão ligados a coluna vertebral, fazendo parte de um sistema que tem como função dar sustentação e mobilidade ao corpo humano.
A reflexão sobre o fato de a mulher ter sido criada, a partir de uma costela, parte retirada da estrutura central do corpo do homem, parte dos ossos que protegiam seus órgãos vitais, nos leva a compreensão de que simbolicamente, podemos considerar, que enquanto o homem recebeu o potencial de liderar, proteger e prover o mundo exterior e tangível, a mulher tem sobre si, o potencial de liderar, proteger e cuidar do mundo interior e intangível.
O homem entrega a mulher o seu amor (Efésios 5.25) e, ela, o recebe se sujeitando a este amor, confiando nele para guiá-la, e, também respeitando e honrando o que foi recebido. E, não estamos falando aqui de um amor romântico, relativo a paixão, mas, de um amor maduro, relativo a um voto sagrado, a uma escolha de liderar, proteger e prover.
Ao ser amada, a mulher se torna capaz de acessar o seu potencial feminino de forma mais plena e eficaz, por meio do que a bíblia descreve como submissão (Efésios 5.22) e respeito (Efésios 5.33).
A submissão bíblica da mulher ao homem, se revela na confiança, que a faz segui-lo, por sentir-se segura de seu amor e de sua sujeição a Deus. Já o respeito é manifesto no zelo que ela tem, por tudo quanto lhe foi entregue, no amor existe entrega e, na mulher, o potencial de cuidar desta entrega, retribuindo ao amor por meio do reconhecimento e de ações que geram pertencimento, acolhimento e aconchego e, isto se dá, através do dom da mulher de produzir vida, de ser auxiliadora, ao transformar a provisão recebida em nutrição física e emocional para a sua família.
O dom da maternidade feminina, confere a mulher habilidades únicas para manutenção da vida e da existência subjetiva. Em Cantares, o rei Salomão descreve a sua amada, como uma flor, um lírio entre os espinhos (Cânticos 2.2), associando a existência feminina ao belo, ao poético, ao delicado, a algo que se destaca, pela sua leveza, em meio a um cenário rude. Ele também declara, que a sua voz é doce, seu rosto amável (Cânticos 2.14), seus olhos brilham através do véu (Cânticos 4.1) e, nela, ele se deleita, pois os seus lábios, destilam mel (Cânticos 4.11).
Ao que a mulher responde, afirmando a sua entrega, ao declarar 'Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu" (Cânticos 6.3).
Por fim, ao decidir criar a mulher, Deus declarou que faria para Adão uma ajudadora idônea (Gênesis 2.18), isto significa não apenas que ela seria seu par e seu apoio nos desafios da vida, como também significa, que ela lhe seria uma opositora, alguém que o confrontaria com sabedoria, a fim de ajudá-lo em seu papel de liderança. Isto porque, na tradução literal do hebraico (língua em que o texto original foi escrito), a expressão usada por Deus ao descrever a mulher que seria criada, se refere a uma ajudadora oposta a ele, desafiadora e, portanto, complementar.
É justamente por este motivo, que no livro de Provérbios, o rei Salomão declara, que a beleza é enganosa e, a formosura é passageira, mas a mulher que teme a Deus é digna de honra (Provérbios 31.30).
Somente uma mulher temente a Deus é capaz de acessar a verdadeira sabedoria (Provérbios 9.10), pois, ela resulta da ação do divino, da presença do fruto do Espírito na vida da mulher. Em Provérbios, ao descrever os comportamentos de uma mulher de grande valor, o rei Salomão afirma que ela é virtuosa, valorosa como um rubi, é digna de confiança, pratica o bem todos os dias de sua vida, suas mãos produzem nutrição e cuidado para sua família, pois ela acorda cedo para dar ordem as suas criadas e preparar o alimento, e cuida da roupa da família, é pacificadora, é generosa e ajuda ao necessitado. O esposo da mulher virtuosa é estimado, diante dos juízes e dos anciões da Terra, pois sua esposa se veste de força e dignidade, é prudente e, a sua família não tem receios sobre o futuro.
A mulher segundo o coração de Deus é sábia, pois a instrução da bondade está em sua língua e, não tem preguiça de cumprir o seu papel (Provérbios 31.10-31).
Sem dúvidas, o papel da mulher é tão desafiador quanto o papel do homem e, a sua fonte provém igualmente daquele que a criou. Somente em Deus fluímos em amor, aprendemos a amar a nós mesmas, porque Ele nos ama e, amamos ao nosso próximo, porque Deus os ama.
Nele, Dele e por Ele são todas as coisas!
Perguntas para reflexão
- Você reconhece em sua rotina o uso dos potenciais femininos e maternos que foram conferidos a você pelo Criador? Como você pode ampliar o uso destes seus recursos internos?
- Você reconhece em seu esposo, um amor sagrado, que se manifesta em liderança, proteção e provisão? Como você pode desfrutar deste amor e, se submeter a ele? Como você pode evidenciar o seu respeito ao seu esposo?
Versículo para memorizar
Declaração de fé
Eu reconheço em mim o feminino, o dom da maternidade, da beleza, do acolhimento, da nutrição e da manutenção do subjetivo. Eu me submeto ao amor do meu esposo e, o respeito, zelando pelo seu coração e, por todo o seu esforço de trabalho.Eu emprego o dom da vida que está sobre mim, para gerar pertencimento aos membros da minha família, nutrir o corpo e as emoções, a fim de que a presença de Deus, seja reconhecida em meu lar e glorifique o Seu nome!
Canção do dia
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Permaneça em Deus!
Em amor,
