Tema da Semana: Natureza Amorosa
🌅 Manhã 67 – Maior que a caridade
📖 Base Bíblica: João 12
🎧 Áudio: Ouça no Spotify
🎵 Canção do Dia: Sonda-me – Aline Barros e Robson Nascimento

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. _ 1 Coríntios 13.3 ACF


Qual tem sido a verdadeira motivação das suas boas obras?
Será que as suas atitudes de generosidade nascem do amor ou da necessidade de reconhecimento?As suas ações revelam a natureza amorosa de Deus ou apenas uma aparência de bondade?

Contexto bíblico

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi à casa de Lázaro, a quem havia ressuscitado, e prepararam para Ele um jantar. Então, Maria pegou um frasco cheio de perfume muito caro, feito de nardo puro, derramou-o sobre os pés de Jesus, enxugou-os com seus cabelos e toda a casa ficou perfumada.

Porém, Judas Iscariotes, o discípulo que mais tarde viria a trair Jesus, também participava do jantar e ficou indignado com a atitude de Maria. Afirmou que aquele perfume valia mais de trezentas moedas de prata e que seria mais proveitoso vendê-lo para dar o dinheiro aos pobres do que derramá-lo aos pés de Jesus.

Jesus, no entanto, conhecia o coração de Judas e sabia que ele não estava preocupado com os pobres. Dizia isso porque tomava conta da bolsa de dinheiro do ministério de Jesus e tinha o hábito de retirar para si parte do que era colocado nela. Então, Jesus afirmou que Maria havia feito algo de grande importância e que deveria ser deixada em paz.

Reflexão

A reação de Judas diante da oferta de Maria nos ensina sobre a hipocrisia do coração humano e revela que muitos atos praticados em nome da caridade são apenas máscaras que usamos para ocultar as verdadeiras intenções do nosso coração. Judas afirmava querer dar dinheiro aos pobres; no entanto, sua verdadeira intenção era ter acesso ao dinheiro para roubá-lo.

Em seu famoso Sermão do Monte, Jesus criticou aqueles que, ao dar esmolas, tocavam trombetas diante de si, pois não tinham em seu coração a verdadeira intenção de abençoar os pobres. Antes, utilizavam a caridade para atrair olhares sobre si e receber boa fama e admiração dos homens (Mateus 6.2-4).

Ele ensinou que aqueles que buscam a glória dos homens já receberam a recompensa que procuravam e, portanto, não receberão a recompensa de Deus pelos seus atos, pois o Senhor conhece a verdade acerca da intenção do coração humano. Em contrapartida, Jesus afirmou que as ofertas feitas em secreto são vistas e recompensadas por Deus, porque nascem do desejo legítimo de abençoar o próximo.

Portanto, aos olhos de Deus, não é relevante apenas o que fazemos, mas também a motivação do nosso coração ao realizar aquilo que fazemos.

Justamente por esse motivo, em sua carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo declarou que, ainda que distribuísse toda a sua fortuna para sustento dos pobres ou entregasse o seu corpo para ser queimado, sem amor nada disso teria proveito. Ele sabia que muitos atos que aparentam bondade são, na verdade, motivados por interesse e vaidade. Logo, não têm origem no amor, que revela o fruto do Espírito de Deus, mas nas manifestações dos frutos da carne, marcadas por intenções egoístas.

Por vezes, buscamos saciar as nossas próprias carências por meio daquilo que fazemos e, assim, não enganamos apenas os homens com ações vazias, mas também a nós mesmos.

Nesse sentido, o convite é para examinarmos o nosso coração, investigarmos em nós a verdade sobre as intenções que motivam as nossas ações, nos arrependermos e buscarmos um coração tomado pela verdadeira natureza amorosa de Deus, que faz o bem porque ama, e não porque pode extrair algum benefício disso.

Sem dúvida, a maior recompensa que podemos desejar ao fluir em amor é a dádiva de manifestar a natureza divina em nossa existência terrena.

Que Deus abençoe o seu dia. Até amanhã!

por Carla Rabetti
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