... não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; _ 1 Coríntios 13.5 ARA


Base Bíblica: Gênesis 2-3 - Eva é enganada pela serpente


Após criar o homem, Deus o colocou no jardim do Éden e deu a ele uma ordem, que orientava que poderia comer do fruto de todas as árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois, o conhecimento fornecido por tal árvore, os conduziria a morte.
No entanto, a serpente, que era o animal mais esperto do Éden, fez uma pergunta tendenciosa a Eva, com a intenção de manipular a sua visão acerca da orientação dada por Deus, dizendo: É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim?
A pergunta da serpente era intencional, ela mudava a percepção sobre a orientação de Deus, de modo que o alerta sobre o perigo de morte, agora havia soado como uma limitação da liberdade dos homens e, assim, nasceu no coração de Eva o sentimento de escassez, o sentimento de que haviam possibilidades a serem exploradas, de que Deus a havia proibido de viver algo. No entanto, a verdade é que ela podia comer todas as frutas do jardim, exceto a que a conduziria a morte, ela era plenamente livre e tinha o conhecimento necessário para manter-se assim.
De imediato, Eva resistiu a afirmação da serpente, replicando a informação que havia recebido de Deus, afirmando que podia comer do fruto de todas as árvores do jardim, exceto daquela que a conduziria a morte. Então, a serpente trocou a pergunta, por uma afirmação de que Eva não iria morrer se provasse do fruto proibido, na verdade, os seus olhos seriam abertos, para que ela conhecesse o bem e o mal e, também afirmou que Deus a havia proibido de provar tal fruto, pois ele sabia que ela se tornaria como Deus.
Novamente, a serpente reforçou o estímulo a escassez e, o desejo de provar algo que ela ainda não conhecia e, junto ao desejo, gerou também a dúvida acerca do ensino dado por Deus, sobre as consequências de tal escolha. Aconteceu que Eva desejou comer a fruta e, acreditando na serpente, tomou, comeu e deu também ao seu marido.
Tendo comido do fruto proibido, os olhos de ambos foram abertos, perderam a inocência e, conheceram o mal, deste modo, já não puderam permanecer na presença santa de Deus, foram expulsos do jardim do Éden e tornaram-se mortais.
Eles foram enganados pela serpente e, ao depositar a sua fé e obediência na palavra dela, se tornaram seus servos (Romanos 6.6), dando a morte, legalidade e direito de posse sobre suas vidas, pelo pecado, que os destituiu da presença de Deus (Romanos 3.23).
A serpente, que a bíblia também nomeia como dragão, Satanás ou Lúcifer (Apocalipse 20.2), recebeu autoridade para manifestar roubo, morte e destruição na vida dos homens (João 10.10), que agora estavam sobre domínio do seu reino. Porém, isto foi feito por meio de manipulação, mentira e engano.
Eva ouviu e creu, na palavra daquele que a bíblia nomeia como o pai da mentira (João 8.44) e, tornou-se escrava do pecado que passou a ter domínio sobre os homens (João 8.34).
O reino da morte, é portanto, um reino conquistado com manipulação, engano e mentira, que se alegra na injustiça, de modo que, seus súditos, não são conquistados em livre escolha, mas, por meio de farsas e de palavras de engano.
No entanto, no reino dos céus, que é o reino da vida, a verdade é o caminho de todas as relações, assim, como afirmou o salmista, a verdade é a essência da palavra de Deus e todas as ordenanças dele, são justas e eternas (Salmos 119.160). São justas, porque não tem origem no engano, são eternas, porque não são mutáveis e, conduzem a vida eterna e não a morte.
Em sua carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo declara que o amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade (1 Coríntios 13.5). 
Jesus, que é apresentado na bíblia como a palavra, o verbo vivo de Deus (João 1.14), se autodeclarou como o caminho, a verdade e a vida (João 14.6). Logo, ele é a própria palavra da verdade, que conduz o homem de volta a Deus e, portanto, de volta a eternidade.
Se no amor, não existe engano, mas somente a verdade, somos levados a compreensão de que agirmos em verdade e falarmos a verdade a nós mesmos, a Deus e as pessoas com as quais nos relacionamos, é uma manifestação da natureza amorosa de Deus em nós. Isto porque, aquele que ama não mente, não engana, não manipula, pois não se alegra em obter o que deseja por meio da injustiça, mas, antes, como ensinou o apóstolo Paulo, tem o seu prazer na verdade.
Que nós sejamos dignos de confiança e credibilidade e que todos os nossos relacionamentos e conquistas, sejam permeados pela verdade que é própria do Espírito que habita em nós.

Perguntas para reflexão

  • De quais hábitos e mentiras, você precisa abrir mão, a fim de agir em conformidade com a natureza amorosa de Deus? 

Versículo para memorizar

A verdade é a essência da tua palavra, e todas as tuas justas ordenanças são eternas. _ Salmos 119:160

Declaração de fé

Eu escolho manifestar em minha vida a a verdade que é a essência da palavra de Deus e, andar em justiça, a fim de ser guiado rumo a eternidade!


Canção do dia

Vem vindo o Rei - Eliezer Rodrigues
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Permaneça em Deus!

Em amor,

por Carla Rabetti
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