Tema da Semana: Natureza Amorosa
🌅 Manhã 68 – O amor não é invejoso e não se ensoberbece
📖 Base Bíblica: Isaías 53
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🎵 Canção do Dia: Jesus – Filho de Deus – Fernandinho

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. _ 1 Coríntios 13.4 ACF


Quais sentimentos têm governado o seu coração diante das conquistas e virtudes das outras pessoas?
Você tem buscado servir ou ser exaltado?
A sua vida revela a humildade de Cristo ou a busca pela própria glória?

Contexto bíblico

Por volta dos anos 740 a 701 a.C., o profeta Isaías descreveu como seria o Messias e o que Ele viveria na Terra. Falou de Sua aparência desfigurada pelo sofrimento, que O privou de beleza e formosura, pois carregava sobre Si as marcas da dor.

Também declarou que seria oprimido e humilhado e que derramaria a Sua alma na morte, entregando-Se como uma ovelha que permanece em silêncio diante dos seus tosquiadores.

Mais à frente, vemos a consumação dessa profecia. O apóstolo Marcos narra que Jesus foi levado ao palácio, escarnecido, recebeu uma coroa de espinhos, foi ferido na cabeça com uma vara de caniço, cuspiram nEle, açoitaram-No e, por fim, O crucificaram (Marcos 15.16-20).

Então, em sua carta aos Filipenses, o apóstolo Paulo inspira os cristãos a terem o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, declarando que Ele não buscou ser igual a Deus. Antes, esvaziou-Se de Si mesmo e assumiu a forma de servo, tornando-Se semelhante aos homens para cumprir a Sua missão. Humilhou-Se e foi obediente à vontade de Deus até a morte. Nisso, revelou a natureza amorosa que O habitava.

Por esse motivo, Deus O exaltou e Lhe deu uma posição de honra em Seu Reino, colocando-O acima de todo nome, para que diante dEle se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai (Filipenses 2.5-11).

No entanto, no princípio, houve no Reino dos Céus Satanás, um querubim da guarda ungido, que permanecia no santo monte de Deus e caminhava no brilho das pedras. Era o sinete da perfeição. Porém, teve um sentimento oposto ao de Jesus: elevou-se o seu coração por causa da sua formosura, corrompeu-se a sua sabedoria por causa do seu esplendor, desejou ser como Deus e usurpar o Seu trono, promoveu uma rebelião no céu e influenciou um terço dos anjos a segui-lo.

Pela corrupção do seu coração e pela multiplicação da sua iniquidade, foi lançado à terra, humilhado juntamente com os seus anjos (Ezequiel 28; Apocalipse 12.7-9).

Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e os seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo. Sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.
Apocalipse 12.7-9 ARA

Reflexão

Em sua carta aos Coríntios, ao descrever o amor, o apóstolo Paulo denuncia alguns sentimentos que são opostos ao amor, ao afirmar que o amor não é invejoso, não trata com leviandade e não se ensoberbece (1 Coríntios 13.4).

Vemos, no comportamento de Satanás, a consequência da soberba que tomou o seu coração e o levou a acreditar demasiadamente em sua própria glória, desejando o trono de Deus por inveja, por acreditar que poderia ser superior a Ele e ocupar o Seu lugar.

Em contrapartida, o comportamento de Jesus revela Sua capacidade de renúncia e serviço, proveniente da Sua humildade e do reconhecimento de Deus como Senhor soberano. Ele não buscou grandeza. Antes, abriu mão da Sua posição, das riquezas e da formosura e sacrificou-Se por amor, a fim de cumprir um propósito maior e redimir a humanidade.

Os sentimentos que motivavam a ação de ambos revelaram a natureza que os habitava. Em Jesus, manifestou-se o amor, fruto do Espírito e próprio da natureza divina. Em Satanás, revelaram-se a soberba e a inveja, frutos da carne que conduzem à morte.

Em relação a esses sentimentos, Jesus declarou que o maior será servo e que quem a si mesmo se exaltar será humilhado; porém, aquele que se humilhar será exaltado (Mateus 23.12).

Em seus provérbios, o sábio rei Salomão orientou que a confiança dos homens deve estar centrada em Deus, de modo a reconhecê-Lo em todos os seus caminhos, para que não sejamos sábios aos nossos próprios olhos (Provérbios 3.5-8). Também declarou que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Provérbios 9.10).

Ao narrar a queda de Satanás, o profeta Ezequiel declarou que a sua sabedoria foi corrompida quando ele se deslumbrou com o seu próprio esplendor, tirando Deus do Seu lugar de honra e autoridade e colocando a si mesmo nesse lugar.

Aprendemos, portanto, que a inveja e a soberba podem gerar competição e busca por usurpação, uma vez que são sentimentos originados da busca por benefício próprio e por vanglória.

Aquele que inveja deseja possuir o que o outro tem ou ocupar uma posição superior à dele. Portanto, busca o próprio interesse e não conhece o amor.

Da mesma forma, aquele que se ensoberbece está centrado em suas próprias virtudes e fará o que for necessário para exaltar a sua própria glória. Logo, também não está nele o amor de Deus.

Porém, quem ama alegra-se com as conquistas e as vitórias do outro e não se vangloria das próprias virtudes. Antes, coloca-as à disposição do próximo para servi-lo e, assim, glorificar a Deus, de quem procedem todas as virtudes.

Que Deus abençoe o seu dia. Até amanhã!

por Carla Rabetti
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