Tema da Semana: Natureza Amorosa
🌅 Manhã 72 – A maturidade se revela no amor
📖 Base Bíblica: Lucas 23
🎧 Áudio: Ouça no Spotify
🎵 Canção do Dia: Canção do Amor Eterno (Maranata) – Thamires Garcia

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. _ 1 Coríntios 13.11 ACF


Como você tem reagido diante daqueles que te ferem?
As suas atitudes revelam maturidade espiritual ou apenas reações impulsivas?
O amor de Cristo já tem transformado a maneira como você fala, sente e age?

Contexto bíblico

Depois de ser preso, Jesus foi levado ao conselho superior para ser interrogado e, em seguida, foi conduzido a Pilatos para ser julgado, sob a acusação de declarar-se rei dos judeus, levantar-se contra o Estado e causar desordem. Porém, Pilatos não encontrou nele falta alguma. Então, sabendo que ele era galileu, enviou-o a Herodes, que tinha a expectativa de vê-lo operar milagres. Após fazer-lhe muitas perguntas, às quais Jesus não respondeu, zombou dele juntamente com seus soldados.

Não encontrando nele culpa alguma, Herodes o mandou de volta a Pilatos, que cogitou açoitá-lo e, depois, soltá-lo. No entanto, a multidão gritava pedindo a sua crucificação e, atendendo ao povo, Pilatos ordenou que Jesus fosse crucificado.

Os soldados levaram Jesus e o fizeram carregar a sua cruz até o local onde seria crucificado. Uma grande multidão o seguia; entre ela, algumas mulheres choravam, lamentando a sua condenação.

Ao lado da cruz de Cristo havia dois criminosos. Um zombava de Jesus e o outro clamava por sua compaixão quando ele voltasse como Rei. Os soldados também zombavam dele e os líderes dos judeus o provocavam a salvar a si mesmo.

Porém, surpreendentemente, em meio a esse contexto de injustiça, escárnio, humilhação e dor, Jesus orou pedindo ao Pai que os perdoasse, pois eles não sabiam o que estavam fazendo.

Então Jesus disse: — Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo. _ Lucas 23.34a NTLH


Mesmo tendo autoridade dada por Deus sobre os céus e a terra e sendo torturado e provocado a provar que era o Filho de Deus, Jesus não se preocupou em reagir às provocações, nem se importou em provar coisa alguma, pois sabia quem era, estava totalmente consciente do motivo que o levou à cruz e determinado a cumprir sua missão.

Reflexão

No meio do contexto de maior sofrimento físico e psíquico de toda a sua jornada na Terra, Jesus revela a sua verdadeira natureza e ora por todos aqueles homens que praticavam o mal contra ele. Certamente, não existe no mundo maior exemplo de inteligência emocional.

Jesus desfrutava de um senso de identidade tão consolidado e de uma empatia tão profunda que era capaz de olhar para os malfeitores e ter compaixão deles, compreendendo o estado de cegueira e miséria espiritual ao qual estavam submetidos, mantendo-se sob o domínio das trevas e escravizados por seus pecados. Ele amava os homens perdidos e estava se sacrificando para que eles pudessem retornar ao Pai e, sendo reconciliados com Deus, despertassem de sua insanidade.

A natureza amorosa de Jesus é tão honrosa, tão nobre e dotada de beleza que, certamente, em nossa condição humana, não somos capazes de alcançar a profundidade e a grandeza de tudo o que isso significa. Temos apenas um vislumbre, justamente como afirmou o apóstolo Paulo: agora vemos em parte, como por espelho, em enigma; porém, chegará o dia em que o veremos face a face e o conheceremos, assim como somos conhecidos (1 Coríntios 13.12).

No entanto, existe algo que está evidente na narrativa das Escrituras Sagradas: o fato de Jesus ser o símbolo do homem perfeito, a natureza divina e amorosa de Deus manifesta em sua totalidade, o modelo de retidão e justiça. O Pai está nele e ele está no Pai, de tal modo que, ao conhecê-lo, conhecemos o próprio Deus, uma vez que a natureza de Deus se revela em Jesus (João 14.7-11).

Após descrever os comportamentos que revelam a presença da natureza amorosa na vida do homem, ou a falta dela, o apóstolo Paulo afirmou, em sua carta aos Coríntios, que a capacidade de amar com perfeição é um sinal de maturidade espiritual. Declarou que, quando era menino, falava, sentia e agia como menino; no entanto, ao tornar-se homem, deixou as coisas de menino (1 Coríntios 13.11). Logo, passou a falar, sentir e agir como homem adulto.

Sendo Jesus perfeito em amar, dotado da natureza amorosa de Deus, ele é também o nosso modelo de homem santo (1 Pedro 1.16), pois é a manifestação de quem devemos buscar ser dia após dia ao longo de nossa jornada espiritual. Portanto, à medida que nos tornamos imitadores de Cristo, caminhamos para deixar de falar, sentir e agir como meninos e nos tornamos cada vez mais capazes de agir em amor.

Jesus era capaz de manter o seu comportamento apesar do comportamento do outro, evidenciando, assim, que a natureza que agia sobre ele era maior do que qualquer circunstância e o tornava livre para agir de forma consciente, em vez de apenas reagir. Isso é maturidade: um modelo mental e um comportamento que só podem ser manifestos em um indivíduo que foi curado pela manifestação do amor de Deus em sua vida.

A imaturidade espiritual ainda não é capaz de expressar o amor em sua plenitude, pois ainda não está pronta para o sacrifício, para a humildade, para abrir mão dos próprios julgamentos e para entregar-se plenamente à verdade. Já os homens segundo o coração de Deus são aqueles que se aperfeiçoam no amor, tendo sido transformados pela renovação do entendimento e permitido que a mente de Cristo seja formada neles (1 Coríntios 2.16).

Como cristãos, o grande objetivo de nossas vidas, ao longo de nossa jornada nesta Terra, deve ser falar, sentir e agir como Jesus falava, sentia e agia, sabendo que isso não acontecerá por esforço, mas por rendição à ação do Espírito de Deus em nós, que nos conduzirá à manifestação da natureza amorosa de Deus. De modo que, se no amor se cumprem todos os mandamentos, podemos compreender que o processo de santificação é justamente um processo de nos tornarmos habitação e manifestação do amor de Deus na Terra e, nisso, somos declarados seus embaixadores.

Que Deus abençoe o seu dia. Até amanhã!

por Carla Rabetti
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