Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. _ 1 Coríntios 13.11 ACF

Base Bíblica: Lucas 23 - Jesus ora por seus malfeitores 


Depois de ser preso, Jesus foi levado ao conselho superior para ser interrogado e, em seguida, foi levado a Pilatos para ser julgado, sob a acusação de declarar-se rei dos judeus, se levantar contra o estado e causar desordem. Porém, Pilatos não enxergou nele falta alguma, então, sabendo que ele era galileu, o enviou a Heródes, que tinha a expectativa de vê-lo operar milagres e após ter feito muitas perguntas, as quais ele não respondeu, zombou dele, junto aos seus soldados.
Não encontrando nele culpa alguma, Heródes o mandou de volta para Pilátos, que cogitou chicoteá-lo e, então soltá-lo. No entanto, a multidão gritava pedindo a sua crucificação e, assim, atendendo ao povo, Pilátos ordenou a crucificação de Jesus.
Os soldados levaram Jesus e, o fizeram carregar a sua cruz, até o local aonde seria crucificado, uma grande multidão o seguia, entre ela, algumas mulheres que choravam, lamentando a sua condenação.
Ao lado da cruz de Cristo, haviam dois criminosos, um zombava de Jesus e, o outro, clamava por sua compaixão, quando ele voltasse como rei. Os soldados também zombavam dele e, os líderes dos judeus o provocavam a salvar a si mesmo.
Porém, surpreendentemente, em meio a esse contexto caótico de injustiça, escarnio, humilhação e dor, Jesus, orou pedindo ao Pai que os perdoasse, pois eles não sabiam o que estavam fazendo.
[Então Jesus disse: — Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo.] _ Lucas 23.34a NTLH

Mesmo tendo autoridade dada por Deus, sobre os céus e a terra e, sendo torturado e, provocado a provar que ele era o filho de Deus, Jesus não se preocupou em reagir as provocações, nem se importou em provar coisa alguma, pois, ele sabia quem ele era e, estava totalmente consciente do motivo que o levou a cruz e determinado a cumprir sua missão. 

No meio do contexto de maior sofrimento físico e psíquico de toda a sua jornada na Terra, Jesus revela a sua verdadeira natureza e, ora por todos aqueles homens que praticavam o mal contra ele. Certamente, não existe no mundo, maior exemplo de inteligência emocional!

Jesus desfrutava de um senso de identidade tão consolidado e de uma empatia tão profunda, que ele era capaz de olhar para os malfeitores e, ter compaixão deles, compreendendo o estado de cegueira e miséria espiritual, a qual estavam submetidos, de modo, a se manterem sob o domínio das trevas e escravizados por seus pecados. Ele amava os homens perdidos, estava se sacrificando, para que eles pudessem retornar ao Pai, para que sendo reconciliados com Deus, pudessem despertar de sua insanidade.

A natureza amorosa de Jesus é tão honrosa, tão nobre e dotada de beleza, que certamente, em nossa condição humana, não somos capazes de alcançar a profundidade e, a grandeza de tudo o que isto significa, temos apenas um vislumbre, justamente como afirmou o apóstolo Paulo, agora vemos em parte, como por espelho, em enigma, porém, chegará o dia, em que o veremos face a face e o conheceremos, assim como somos conhecidos (1 Coríntios 13.12).

No entanto, existe algo que está evidente na narrativa das escrituras sagradas, o fato de Jesus ser o símbolo do homem perfeito, a natureza divina e amorosa de Deus manifesta em sua totalidade, o modelo de retidão e justiça. O Pai está Nele e Ele está no Pai, de tal modo, que ao conhecê-lo, conhecemos o próprio Deus, uma vez que a natureza de Deus se revela em Jesus (João 14.7-11).

Após descrever os comportamentos que revelam a presença da natureza amorosa na vida do homem, ou a falta dela, o apóstolo Paulo afirmou em sua carta aos Coríntios, que a capacidade de amar com perfeição, é um sinal de maturidade espiritual, ao que declarou que quando era menino, falava, sentia e agia como menino, no entanto, ao tornar-se homem, deixou as coisas de menino (1 Coríntios 13.11), logo, passou a falar, sentir e agir como homem adulto.

Sendo Jesus, perfeito em amar, dotado da natureza amorosa de Deus, ele é também o nosso modelo de homem santo (1 Pedro 1.16), pois é a manifestação de quem devemos buscar ser dia após dia, ao longo de nossa jornada espiritual. Portanto, a medida em que nos tornamos imitadores de Cristo, caminhamos para deixar de falar, sentir e agir como meninos e, nos tornamos cada vez mais capazes de agir em amor.

Jesus era capaz de manter o seu comportamento em detrimento e, apesar do comportamento do outro, evidenciando, assim, que a natureza que agia sobre ele, era maior do que qualquer circunstância e, o tornava livre para agir de forma consciente, ao invés, de apenas reagir. Isto é maturidade, um tipo de modelo mental e comportamento, que só pode ser manifesto em um individuo que foi curado pela manifestação do amor de Deus em sua vida!

Meninos, não são capazes de amar, pois não estão prontos para o sacrifício, nem para a humildade, não são capazes de abrir mão de seus julgamentos e, de se entregarem plenamente a verdade. Mas, os homens segundo o coração de Deus, são aqueles que se aperfeiçoaram no amor, ao terem sido transformados pela renovação do seu entendimento e, se permitido moldar a mente de Cristo (1 Coríntios 2.16).

Como cristãos, o grande objetivo de nossas vidas, ao longo de nossa jornada nesta Terra, deve ser falar, sentir e agir como Jesus falava, sentia e agia, sabendo que isto não se dará por esforço, mas, por rendição a ação do Espírito de Deus em nós, que nos conduzirá a manifestação da natureza amorosa de Deus. De modo que, se no amor se cumprem todos os mandamentos, podemos compreender que o processo de santificação é justamente, um processo de nos tornarmos habitação e manifestação do amor de Deus na Terra e, nisto, somos declarados seus embaixadores.

Perguntas para reflexão

  • Quais são as palavras, sentimentos e comportamentos de "meninos(as)" que você precisa abandonar? Como você pode manifestar em sua vida a natureza amorosa de Deus?

Versículo para memorizar

Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.
Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.  _ Filipenses 3:12-14 NTLH

Declaração de fé

A natureza amorosa de Cristo habita em mim e, me conduz dia após dia a semelhança de Cristo e a maturidade espiritual!


Canção do dia

Canção do Amor Eterno (Maranata) - Thamires Garcia
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Permaneça em Deus!

Em amor,

por Carla Rabetti
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