Tema da Semana: Natureza Amorosa
🌅 Manhã 65 – Como o sino que tine
📖 Base Bíblica: Mateus 7
🎧 Áudio: Ouça no Spotify
🎵 Canção do Dia: 1 Coríntios 13 – Aline Barros

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. _1 Coríntios 13.1 ACF


O que tem motivado as suas práticas espirituais?
Será que as suas obras nascem do amor a Deus ou do desejo de reconhecimento?
As suas atitudes revelam um coração verdadeiramente rendido ao Pai?

Contexto bíblico

Certo dia, vendo Jesus a multidão, subiu ao monte, assentou-se e começou a ensinar.

Ele discursou sobre as bem-aventuranças, sobre a missão dos homens de conservar e iluminar a Terra, sobre a sua missão de cumprir a Lei de Moisés e sobre outros assuntos que orientam os homens à boa conduta e à comunhão com Deus.

Ele também fez um alerta acerca dos falsos profetas e sobre o critério para entrar no Reino dos Céus, declarando que muitos dos que proclamam o nome de Deus, pregam o evangelho, expulsam demônios e fazem milagres não são conhecidos por Deus. No juízo final, quando estiverem diante de Cristo, Ele dirá que não os conhece e ordenará que se afastem, pois não haverá lugar para eles no Reino dos Céus.

Não é toda pessoa que me chama de "Senhor, Senhor" que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu. Quando aquele dia chegar, muitas pessoas vão me dizer: "Senhor, Senhor, pelo poder do seu nome anunciamos a mensagem de Deus e pelo seu nome expulsamos demônios e fizemos muitos milagres!" Então eu direi claramente a essas pessoas: "Eu nunca conheci vocês! Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal!" _ Mateus 7.21-23 NTLH

Jesus invalidou os grandes feitos realizados em nome de Deus por conhecer a verdade acerca da intenção dos corações. Ele afirmou que somente entrarão no Reino dos Céus aqueles que fazem a vontade do Pai, afinal, como poderíamos habitar um reino sem honrar e reverenciar o Senhor que o governa?

Reflexão

Nas palavras do apóstolo Paulo, em sua carta aos Coríntios, podemos compreender que, para Jesus, as grandes obras realizadas em nome de Deus, quando não são acompanhadas de integridade e fundamentadas na direção do Espírito Santo, são como grandes sinos de catedrais que ressoam e fazem muito barulho, porém, por dentro, são ocos, completamente vazios.

Justamente por esse motivo, Paulo declarou que, ainda que falasse as línguas dos homens e dos anjos ou tivesse fé para transportar montanhas, sem amor seria como um metal que soa ou como um sino que tine (1 Coríntios 13.1-2).

Deus não vê como os homens veem. Logo, o sucesso ministerial ou espiritual de alguém não é medido pela mesma medida com que os homens medem, porque Deus conhece o coração, sonda as verdadeiras intenções e orienta que somente tomarão parte do Seu Reino aqueles que fazem a Sua vontade.

Ainda no Sermão do Monte, Jesus ensina que, se, ao ofertarmos algo no altar de Deus, nos lembrarmos de que o nosso irmão tem alguma coisa contra nós, devemos ir até ele para nos reconciliarmos e só então voltar ao altar para apresentar a nossa oferta.

Portanto, se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe a sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta a Deus. _ Mateus 5.23-24

Nisso, Ele nos revela que, por maiores que sejam as nossas obras, elas podem não ser aceitas por Deus se forem realizadas com a motivação errada ou em pecado.

Portanto, as palavras de Jesus no Sermão do Monte nos deixam um alerta sobre o perigo de realizarmos obras vazias, que nos trazem honra e prestígio diante dos homens, alimentando a nossa vaidade, quando, na verdade, o nosso coração está longe de Deus. Assim, deixamos de ser motivados pelo desejo de agradar ao Pai e de participar da Sua missão junto aos nossos irmãos para construir algo grandioso para nós mesmos.

Nesse caso, o alerta é para que tenhamos cuidado para que, tendo ganhado o mundo inteiro, não percamos a nossa alma, tornando-nos desconhecidos pelo Senhor do Reino dos Céus.

Logo, é prudente avaliarmos o nosso coração e as nossas intenções, a fim de discernirmos a verdadeira motivação das nossas práticas espirituais e de tudo o que fazemos em nome de Deus, removendo de dentro de nós toda hipocrisia e toda arrogância espiritual, para nos revestirmos de uma devoção genuína ao nosso Deus e aos nossos irmãos.

Que Deus abençoe o seu dia. Até amanhã! 

por Carla Rabetti
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