Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. _ Salmo 119.105 ARA


Base Bíblica: 1 Reis 13 - O profeta de Judá desobedece a Deus e morre


No tempo dos reis, por ordem de Deus, um profeta de Judá foi a Belém e, na presença do rei Jeroboão, amaldiçoou o altar, onde eram ofertados os sacrifícios, declarando que ele seria quebrado em pedaços e viraria cinzas. 
O rei ficou irado com a profecia e, ordenou que o profeta fosse preso, porém, conforme havia sido profetizado, o altar caiu em pedaços e as cinzas se espalharam pelo chão, em seguida, pela ação do poder de Deus, o braço do rei que estava levantado contra o profeta, ficou paralisado e, só voltou a mexer depois que o profeta intercedeu a Deus por ele.
Reconhecendo a presença de Deus na vida do profeta, o rei o convidou para um banquete, em recompensa por ter intercedido em seu favor diante de Deus. No entanto, antes de iniciar sua viagem, o profeta havia recebido uma orientação clara de Deus, para não comer, nem beber nada e para não voltar pelo mesmo caminho que veio.
Tendo o profeta partido de volta para Judá, chegou a um velho profeta de Belém, a notícia do que havia ocorrido e, de como o altar havia sido destruído, então, ele buscou saber, por qual caminho o profeta de Judá havia partido e, ordenou aos seus filhos que fossem atrás dele e o convidasse para comer em sua casa. Novamente, o profeta de Judá recusou, explicando que Deus havia dito para que ele não comesse, nem bebesse nada e não voltasse pelo mesmo caminho em que veio.
Porém, aquele velho profeta de Belém o enganou, dizendo que um anjo de Deus o havia visitado e ordenado que o levasse para sua casa e o oferecesse hospitalidade.
O profeta de Judá acreditou na mentira do velho profeta de Belém e foi com ele para sua casa, chegando lá, o velho profeta foi tomado em profecia e declarou que o profeta de Judá estava desobedecendo a Deus e, por este motivo, seria morto.
Após terem se alimentado, o velho profeta selou o jumento para o profeta de Judá, que partiu novamente rumo a sua cidade, porém, no caminho, ele foi atacado por um leão que o matou e jogou o seu corpo para fora da estrada. O velho profeta de Belém o encontrou e o sepultou em seu próprio sepulcro.

Antes mesmo, que o profeta de Judá iniciasse a sua viagem, Deus já havia o avisado para não comer, não beber e não retornar pelo mesmo caminho que havia ido, revelando, assim, a sua soberania sobre o passado, o presente e o futuro. Provavelmente, aquela orientação não fazia grande sentido para o profeta, no entanto, Aquele que é soberano, certamente já sabia que havia um leão no caminho, buscando pelo profeta e, que ao adiar o seu retorno para alimentar-se ou repetir o caminho, ele seria encontrado e atacado. É possível ainda, que ao comer e beber naquela cidade, o profeta estivesse gerando contaminação para sua vida e, assim, legalidade espiritual para sua destruição.
O fato é que, o profeta, mesmo não tendo entendimento completo do contexto, sabia o que devia fazer e, repetidas vezes, declarou ao rei e ao profeta a orientação que havia recebido de Deus. Porém, ele certamente estava cansado, com fome e com sede, por este motivo, acreditar na falsa profecia que estava sendo apresentada a ele, era algo conveniente e dava a ele o argumento necessário para fazer o que realmente queria fazer, que era descansar, comer e beber.
Aconteceu, no entanto, que ao deixar-se guiar por suas necessidades e desejos, em detrimento de obedecer as orientações de Deus, o profeta de Judá, perdeu a proteção que estava contida na orientação, que ele havia recebido e, deste modo, foi atacado e morto por um leão.

Desde o Éden, os homens são tentados a acreditar no que convém para atender os seus desejos e, ao ceder a tentação de seguir sua própria vontade, são expostos a roubo, morte e destruição (João 10.10).
Após a queda de Adão e Eva do paraíso, quando Caim, tomado por ciúmes, planejava matar Abel, Deus fez uma importante declaração sobre o conflito entre o desejo e o dever, vivido pelos seres humanos, afirmando que o desejo de Caim seria contra ele, porém, caberia a ele dominá-lo (Gênesis 4.7).
Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. _ Gênesis 4.7 ARA
A grande questão, é que equivocadamente, associamos fazer a nossa vontade a agir em liberdade, no entanto, todo aquele que não é capaz de vencer os seus desejos, é na verdade escravo do desejo que o domina. Neste sentido, a verdadeira liberdade está em nossa capacidade de escolher fazer o que é correto, conforme orientação que recebemos Daquele que é soberano e governa sobre todas as coisas.
As leis de Deus, não foram criadas para controlar os homens, ou privá-los de sua liberdade, mas, ao contrário, foram criadas para libertar o homem do mal que os aprisiona e os condena a autodestruição.
Em certa ocasião, Jesus estava discursando a multidão e aos seus discípulos, quando afirmou que o desejo de Deus, era reunir seus filhos embaixo de suas asas, assim como a galinha faz com seus pintinhos, os envolvendo com seu amor, cuidado e proteção, porém, eles não aceitavam, eles rejeitavam os mensageiros enviados para orientá-los e conduzi-los para o centro da vontade do Pai (Mateus 23.37-38).
― Jerusalém, Jerusalém, você que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram. _ Mateus 23.37-38 NVI

As leis de Deus estão disponíveis nas sagradas escrituras e, como declarou o salmista (Salmo 119.105), elas são luz para o nosso caminho e lâmpada para os nossos pés, nos impedem de tropeçar e cair, de andar por caminhos escuros e, são portanto, conhecimento e sabedoria, para nos guiar para a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para nossas vidas. Logo, diferente do que possamos acreditar, as leis de Deus não são amputações, elas não nos limitam, mas, na verdade, elas nos protegem dos enganos, das quedas, do roubo, da morte e da destruição, que o inimigo de Deus tenta nos impor ao longo de nossa jornada na Terra.

Ao descrever os resultados daqueles que escolhem meditar nas leis de Deus e segui-la, o salmista declara que estas pessoas são como árvores plantadas junto a correntes de água, que dão o seu fruto no devido tempo, que as folhagens não murcham e são bem-sucedidas em tudo que fazem (Salmos 1.1-3).

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. _ Salmos 1.1-3 ARA

A vida e a morte é diariamente colocada diante de nós (Deuteronômio 30.19) e, o desejo de Deus é que sejamos capazes de vencer o orgulho e a arrogância, que nos fazem acreditar que sabemos o que é melhor para nós e, então, sejamos capazes de nos submetermos a soberania de Deus, a fim, de nos deixarmos guiar por seu amor e, assim, sermos livres de todo o mal que busca nos seduzir.

Escolha a liberdade de vencer sua própria vontade, para viver a vontade perfeita de Deus para sua vida! (Romanos 12.2)

Perguntas para reflexão

  • Como você pode reconhecer a soberania de Deus sobre todas as coisas e obedecê-lo de forma mais consistente?


Versículo para memorizar

Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! _ Salmos 128.1

Declaração de fé

Eu reconheço a soberania de Deus e escolho obedecê-lo em todos os meus caminhos, pois sei que a sua vontade me conduz a bem-aventuranças!

Canção do dia

Tua palavra - Aline Barros
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Permaneça em Deus!

Em amor,

por Carla Rabetti
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