Tema da Semana: 10 Mandamentos
🌅 Dia 50: Não terás outros deuses 
📖 Base Bíblica: Êxodo 7 a 10
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🎵 Canção do Dia: Eu sou teu - Gabriela Rocha

Senhor, ninguém há semelhante a ti, e não há outro Deus além de ti, segundo tudo o que nós mesmos temos ouvido. 
_ 1 Crônicas 17:20 ARA

Quem tem governado o seu coração?
Em quem ou no que você tem colocado sua confiança?
Existe algo ocupando o lugar que pertence somente a Deus em sua vida?

Contexto Bíblico

Ao ser comissionado por Deus a ir a Faraó e ordenar que ele deixasse o povo de Israel partir e prestar culto ao seu Deus (Êxodo 3), Moisés foi até o Egito e apresentou a Faraó a sua solicitação, porém, não foi ouvido.
O povo do Egito tinha uma cultura politeísta, eles acreditavam que Faraó além de ser o governante do Antigo Egito, exercendo poder político, religioso, jurídico, administrativo e militar, era também uma divindade, que atuava como intermediador entre os deuses e os homens.
Além do deus Rá, do qual Faraó se intitulava filho, os egípcios criam em um panteão de outros deuses, que consideravam ser responsáveis pela vida, fertilidade, imortalidade e etc.
Atribuindo a si mesmo o título de divindade e intermediador entre os deuses e os homens, Faraó jamais obedeceria as ordens de um judeu ou de qualquer homem que dissesse falar em nome de Deus (Êxodo 5.1-2).

Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.
Respondeu Faraó: Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel. _ Êxodo 5.1-2 ARA

Então, o verdadeiro Deus, criador dos Céus e da Terra, precisou se fazer conhecer por meio de Moisés, e revelar como Ele detinha poder sobre a vida, a morte e todos os elementos da natureza, sendo Ele o Deus dos deuses e não existindo nenhum outro acima Dele.

Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas.
Faraó não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e farei sair as minhas hostes, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes manifestações de julgamento.
Saberão os egípcios que eu sou o Senhor, quando estender eu a mão sobre o Egito e tirar do meio deles os filhos de Israel. _ Êxodo 7.3-5 ARA

Estando o coração de Faraó endurecido e recusando-se ele a atender a ordem de Deus para libertar o povo de Israel, Moisés foi direcionado com autoridade para enviar pragas ao Egito. Cada praga combatia diretamente um deus ou entidade em que os egípcios criam.

A primeira praga transformou as águas do Nilo em sangue (Êxodo 7.14-24), combatendo o deus Hápi.
A segunda trouxe rãs por toda parte (Êxodo 8.2-14), confrontando a deusa Heqet.
A terceira transformou o pó em piolhos (Êxodo 8.16-19), revelando o limite dos magos e do deus Tot.
A quarta trouxe enxames de moscas (Êxodo 8.20-32), mostrando a incapacidade de proteção dos deuses egípcios.
A quinta atingiu os rebanhos (Êxodo 9.1-7), confrontando Ápis e Nut.
A sexta trouxe úlceras (Êxodo 9.8-12), vencendo o poder dos magos.
A sétima trouxe chuva de pedras (Êxodo 9.13-35), sobrepujando divindades ligadas à natureza.
A oitava trouxe gafanhotos (Êxodo 10.1-20), atingindo deuses associados ao ar e à terra.
A nona trouxe trevas (Êxodo 10.21-23), confrontando Amon-Rá.
A décima resultou na morte dos primogênitos (Êxodo 11–12), conforme Deus havia anunciado.

Assim, Faraó foi humilhado e deixou o povo de Israel partir, reconhecendo o poder do Deus de Israel, Senhor sobre todas as coisas.

Reflexão

Ao longo dessa narrativa, fica evidente que Deus não apenas libertou o seu povo, mas também revelou quem Ele é: o único Deus verdadeiro, soberano sobre toda a criação.

Os egípcios confiavam em diversas fontes — deuses, símbolos, poder político e até em um homem que se dizia divino. Ainda assim, nenhum deles foi capaz de resistir ao poder do Deus de Israel.

Essa realidade também se aplica à nossa vida. Muitas vezes, de forma sutil, colocamos outras coisas no lugar de Deus: pessoas, recursos, posições, conhecimento ou até a nossa própria força. Tudo aquilo que ocupa o centro do nosso coração e se torna fonte de segurança pode assumir o lugar de um “deus”.

Porém, Deus não divide a sua glória. Ele não coabita com outros “senhores” no governo da nossa vida. O primeiro mandamento é um chamado à exclusividade, a uma relação de aliança em que Ele ocupa o lugar central.

Quando escolhemos colocar Deus acima de todas as coisas, alinhamos o nosso coração à verdade de quem Ele é. Reconhecemos que toda provisão, direção e vida vêm Dele e somente Dele.

Hoje, escolha avaliar o que tem ocupado o centro do seu coração e reposicione Deus como o único Senhor da sua vida.

Que Deus abençoe o seu dia. Até amanhã!

por Carla Rabetti
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