Após o povo de Israel ter sido liberto da escravidão do Egito, estavam peregrinando pelo deserto, quando Deus chamou Moisés para subir o monte, para receber as leis morais que deveriam ser ensinadas ao povo (Êxodo 24.12). O monte estava coberto pela nuvem da presença de Deus e entrando Moisés no meio da nuvem, permaneceu naquele lugar por 40 dias e 40 noites (Êxodo 24.18), recebendo de Deus a tábua com os 10 mandamentos e também orientações sobre a construção do tabernáculo, uma tenda, onde as cerimônias sagradas seriam realizadas e a presença de Deus habitaria no meio do povo.
Aconteceu, porém, que percebendo o povo de Israel, que Moisés demorava a retornar do monte, não tinham certeza de que ele retornaria, então, se sentiram vulneráveis, sem uma proteção divina e convocaram Arão, solicitando que fabricasse deuses, usando como matéria prima, as argolas de ouro que as mulheres usavam na orelha.
Arão então fabricou um bezerro de ouro fundido e, edificou um altar e o colocou e, o povo se reuniu em festa, oferecendo sacrifícios e ofertas ao deus que havia sido produzido pelas mãos de Arão.
Tendo Deus visto o que o povo fazia, avisou a Moisés que estava em sua presença no monte, sinalizando que ele deveria descer, pois o povo havia se corrompido (Êxodo 32.7-8) e, Deus planejava destruí-los. Porém, Moisés intercedeu em favor do seu povo diante de Deus.
Ao descer do monte, Moisés queimou o bezerro e o reduziu a pó, alertando o povo sobre a gravidade do pecado que haviam cometido contra Deus, e assim, separou os homens, entre aqueles que seriam fieis a Deus e permaneceriam a caminho da terra prometida e os que seriam eliminados do meio do povo.
Mais a frente, Deus deu uma orientação a Moisés, em relação aos altares construídos para outros deuses, sinalizando que eles deveriam ser derrubados, pois adorar, ou sacrificar a qualquer outro que não seja o Deus criador dos céus e da terra é um ato de traição a Deus, que configura uma quebra de aliança e, portanto, Deus chama de prostituição (Êxodo 34.10-17).
As escrituras sagradas, usam o casamento como metáfora para o relacionamento dos homens com Deus, portanto, a semelhança de um casamento monogâmico ao escolher receber a obra redentora da cruz, firmamos uma aliança com Deus, em que ele será o nosso único Deus e nos tornaremos um só espirito com Ele (1 Coríntios 6.17). Portanto, ao dedicar a nossa devoção a homens, a animais, a natureza ou as suas representações, somos vistos por Deus como adúlteros e, o adultério resulta em quebra de aliança.
Logo, todo aquele que produz imagens de esculturas, ou as adora, ou ora a elas, ou a elas oferece sacrifícios e oferendas, está cometendo um ato de traição a Deus e não desfrutará da sua santa presença.
Nesta ocasião, em que o povo fez oferendas ao bezerro de ouro, Deus disse a Moisés que não estaria mais no meio do povo, pois só existe um santo e ele não divide a sua glória com ninguém.
No livro de Deuteronômio, possivelmente escrito por Moisés, ele declara como maldito aqueles que fazem imagem de escultura ou fundição e ensina que isto é abominável para Deus (Deuteronômio 27.15).
Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominável ao Senhor, obra de artífice, e a puser em lugar oculto. E todo o povo responderá: Amém! _ Deuteronômio 27.15
O Salmo de Davi também declara, que aqueles que fazem, prestam honras ou confiam em ídolos que tem boca, mas não falam, têm olhos mas não veem, tem ouvidos, mas não ouvem, se tornam como eles cegos, mudos e surdos espirituais (Salmos 135.15-18).
Portanto, não existe nenhum outro intercessor ou mediador entre Deus e os homens, senão Jesus Cristo, o Deus Filho encarnado, que se auto declarou como o caminho para Deus, ele é o nosso intercessor diante de Deus e o nosso mediador e caminho para o Pai (João 14.6).
Todos os homens que vieram antes de nós, estão mortos, dormindo um sono profundo e só serão despertados quando Jesus voltar a Terra, para buscar os que estão em aliança com ele. Neste dia, os mortos em Cristo ressuscitarão, mas até lá, será inútil orar a qualquer homem, pois não há nenhum que seja digno de devoção, afinal, assim como as suas imagens são inanimadas e sem poder de ação, assim também são eles, homens mortais, que dormem o sono da morte, até que Jesus retorne (1 Tessalonicenses 4.13-18).
Por fim, as escrituras sagradas afirmam, que o Deus que criou os céus e a terra se inclina para ouvir a oração dos seus filhos (Salmos 116.1-2), portanto, a obra redentora da cruz, foi suficiente para nos reconciliar com Deus e abrir o caminho, para que como filhos possámos orar a Deus, assim como Jesus ensinou, o chamando pelo que Ele é "Pai Nosso!"(Mateus 6.9).